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Cinema de Pinhole
Fotografando e Revelando

papel fotográfico

câmeras

Montei um laboratório em um pequeno banheiro. Por ser sensível à luz, o papel fotográfico deve ser colocado dentro das câmeras nesse ambiente que é totalmente vedado, e tem apenas uma lâmpada vermelha de 15w que não queima o papel.

Com as câmeras montadas, as coloco diante do que quero fotografar.

Então, para fazer a foto, é abrir a tampa protetora por algum tempo (a depender do clima, temperatura e incidência do sol) e fechar.
Basicamente, quanto mais claro o dia, menos tempo de exposição. Isso porque esse processo nada mais é do que a luz queimando o papel.
Para descobrir o tempo médio da câmera (brilho e contraste equilibrados), é necessário fazer uma série de testes variando o horário do dia e tempos de abertura. Como no meu projeto as câmeras são iguais, com pequenas variações do diâmetro do furo, o funcionamento dos tempos é o mesmo para todas.
É claro que fica a escolha do fotógrafo obter fotos mais claras ou escuras. Importante dizer que as possibilidades são infinitas e ao meu ver, uma das belezas desse processo totalmente analógico é a pitada de imprevisibilidade. Mas tendo testado e assim conhecendo bem a câmera que está em suas mãos, os resultados são mais conscientes.

Com as fotos feitas, volto ao laboratório
para revelá-las.

Com as fotos feitas, voltamos ao laboratório para revelá-las.
Nesse momento, os papéis ainda estão em branco. Para as imagens serem vistas e fixadas, devem passar por três banhos químicos.
REVELADOR – Como o próprio nome diz, faz a imagem surgir, se revelar. Conclui a transformação do haleto de prata que recebeu luz, em prata metálica, ou seja, escurece essas áreas. Tempo: 1’30” a 2’.
INTERRUPTOR – Interrompe a ação do revelador. Como o banho anterior é alcalino, usa-se uma solução ácida para neutralizá-lo. Tempo: ~15”.
FIXADOR – Remove os haletos de prata não sensibilizados pela luz e, portanto, não escureceram. O tiossulfato de sódio presente no banho os torna solúveis em água, permitindo que se dissolvam e sejam eliminados. Assim, impede que o papel continue reagindo à luz, garantindo a preservação da imagem. Tempo: 3’ a 7’.
Após esse processo lavo as fotos em água corrente para que todos os químicos saiam do papel. Essa ação já pode ser realizada fora do laboratório, tendo em vista que os químicos já agiram.
Então, as fotos vão para o varal secar.



Nesse momento as imagens estão em negativo, pois onde mais claro "na realidade", mais escuro (mais "queimado") no papel, e onde mais escuro "na realidade", mais claro (menos "queimado") no papel.
Negativo
Positivo


Para transformar a imagem em positivo faço de maneira digital


1o. Escanear a foto negativa
2o. Num programa de edição de imagens usar a ferramenta INVERTER ou NEGATIVO




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